
Olá, pessoal!
Bom, hoje, como já prometi começo hoje a escrever um pouco sobre a minha vida aqui na Europa. Achei interessante começar falando um pouco sobre a Seleção Brasileira. Mas, não se confundam, não vou comentar aqui sobre o Dunga ou Copa do Mundo, vou falar sobre a nossa casa, aqui nas terras lusitanas. No semestre passado, quando fecharam o contrato de aluguel, eram seis moradores, todos brasileiros, daí o apelido carinhoso.
Estamos num pequeno prédio, com quatro andares, contando com o Rés do Chão (térreo) e um andar abaixo do nível da rua (não é subsolo, é que a rua é enladeirada). São dois "apartamentos" por andar. Coloco as aspas pois na verdade, mais parecem casas empilhadas. Associe-se a isso o fato de termos jardim e quintal e a palavra "apartamento" fica meio fora de lugar.
Moramos no Rés do Chão esquerdo, ao nível da rua, o que só aumenta a sensação de morar numa casa e não num prédio. Somos sete moradores. Seis brasileiros e um eslovaco. Todos Erasmus. Aqui vivemos André e Luciana (Medicina-PB), Katiane (Engenharia, mas paga disciplinas de Economia-AM), Dani (Direito-AL), Mileny (Mestrado em Gestão Educacional-MG), Gustavo (Mestrado em Direito-MG) e Jan (Economia- Bratislava, Eslováquia). O local, em si, tem tantos quartos, mas como em qualquer lugar em que se alugue para Erasmus, escritório vira quarto, dependência de empregada vira suíte e quarto dos fundos vira varanda de estender roupa.
Como falei antes, inicialmente eram seis, cinco mulheres e um homem. Três das meninas eram de João Pessoa. Com a virada do semestre, saíram Talita e Shara e viemos eu, Dani e Pablo, um espanhol que fazia doutorado em Neurociências. Ele saiu daqui em abril, um dia antes do pagamento do aluguel do próximo mês, nos avisando às 22 horas, nos deixando sem nenhuma oportunidade para tentar alguém para ocupar sua vaga e nos deixando com um rombo de €133 no aluguel. Como seu nome não estava no contrato ainda e ele se mostrou uma pessoa de pouquíssimos escrúpulos - chegando a dizer "no é problema méu"- e tomamos o prejuízo. Com sorte, Jan foi encontrado sete dias depois da saída do safado ibérico. Por esse motivo, todos aqui chegaram à conclusão que por mais interessante que seja a convivência multi-cultural em casa, só os brasileiros são solidários nessas horas.
Os horários são bem variados aqui em casa, há quem estude de manhã, à tarde e à noite. Portanto, vivemos nos encontrando indo ou vindo da Universidade. E nos desencontrando em casa. A convivência é muito boa dentro dessas paredes. Mileny sempre nos faz rir, Katy e Dani sempre estão planejando alguma saída , Gustavo é o cara pra se falar de futebol e Jan tem o típico coração puro das pessoas do Leste.
No fim das contas, somos todos de locais diferentes no Brasil e no mundo. Nunca havíamos nos visto antes. Mas, aqui, somos uma pequena família. E, garanto, somos muito felizes. Pena que está acabando.

3 comentários:
Por que você não falou das minhas qualidades também``? :(((
Beijos de Luciana
Esses espanhóis de merda não valem nada.
República woo hoo - nomeada por My hehehe - vou sentir saudades de vcs :(((
Postar um comentário