Comemorando a vitória com GuaranáDefinitivamente, de todos os eventos do calendário, aquele em que mais se sente a disparidade entre as vidas no Brasil e em Portugal é a Copa do Mundo. Cá, nestas terras lusitanas, não espere ver flâmulas adornando as ruas. Não procure as cores da nação adornando postes, carros, cães, aparelhos dentários, unhas das moças e até mesmo andajares dos velhinhos. O dia-a-dia da Copa na terra de Camões, nada faz lembrar que o Mundial está lá fora.
Agora, sem generalizações, por favor. Não podemos sair a dizer que apenas o nosso país dá tanto valor à Copa, como tentavam fazer crer alguns dos meus professores de Geografia e História, que, por mais que fossem boa gente, a paixonite incurável pelo esquerdismo e a falta de atração pela cancha relvada faziam repetir em sala de aula. Na Inglaterra, na Alemanha, na Espanha, na Itália, enfim, nos países que, diferente de Portugal, não entram na Copa só pra participar, mas com reais chances de levantar a taça, o clima é diferente. Pode-se respirar o Mundial passeando-se pelas ruas. Para-se o dia para assistir aos jogos dos esquadrões nacionais. Mas, ainda assim, nada se compara com o espírito da Copa em casa, com o ar que carrega o odor da grama, com os relógios cujos minutos não passam, com o seu coração que faz tique-taque em perfeita sincronia com milhões de outros assim que abre a transmissão. Juro, até mesmo as bobagens de Galvão Bueno fazem a diferença nessa hora. Juro que posso sentir que o tamanho da minha saudade desse cenário é o mesmo do furor que tomará o maior evento esportivo do mundo na sua edição de 2014.
Apesar disso, os jogos do Brasil tem sido bem interessantes de se assistir. A Associação Acadêmica disponibiliza um telão eletrônico para a transmissão dos jogos da Copa e, como esta cidade portuguesa é uma colônia brasileira com certeza, há uma aglomeração verde-amarela, com direito a samba, churrasco e cerveja nas batalhas que disputa a Canarinho em terras africanas. Aí, sim, pode-se sentir um pouco do gosto de Copa do Mundo. Até com um sabor interessante, pois os rivais aqui ficam mais próximos. Europeus de todas as estirpes atendem aos jogos, bem como alguns adversários africanos. Na última partida, tivemos marfinenses presentes ao evento, o que não deixa de ser interessante. E, graças ao milagre da internet, tive o prazer (?) de assistir aos primeiros tempos dos jogos do Brasil com a narração de Galvão, antes de seguir para os segundos tempos na Associação.
Agora, não sejamos injustos, à medida que foram saindo os "golos" portugueses contra a Coréia do Norte, os patrícios foram ganhando coragem e já se empolgam diante da ausência de Kaká e crêem num triunfo certo perante nós. Pena; teremos que estragar o clima de Copa que está a surgir nesta nação. Sexta feira, saberemos do mar salgado, quanto do seu sal serão lágrimas de Portugal.
Agora, sem generalizações, por favor. Não podemos sair a dizer que apenas o nosso país dá tanto valor à Copa, como tentavam fazer crer alguns dos meus professores de Geografia e História, que, por mais que fossem boa gente, a paixonite incurável pelo esquerdismo e a falta de atração pela cancha relvada faziam repetir em sala de aula. Na Inglaterra, na Alemanha, na Espanha, na Itália, enfim, nos países que, diferente de Portugal, não entram na Copa só pra participar, mas com reais chances de levantar a taça, o clima é diferente. Pode-se respirar o Mundial passeando-se pelas ruas. Para-se o dia para assistir aos jogos dos esquadrões nacionais. Mas, ainda assim, nada se compara com o espírito da Copa em casa, com o ar que carrega o odor da grama, com os relógios cujos minutos não passam, com o seu coração que faz tique-taque em perfeita sincronia com milhões de outros assim que abre a transmissão. Juro, até mesmo as bobagens de Galvão Bueno fazem a diferença nessa hora. Juro que posso sentir que o tamanho da minha saudade desse cenário é o mesmo do furor que tomará o maior evento esportivo do mundo na sua edição de 2014.
Apesar disso, os jogos do Brasil tem sido bem interessantes de se assistir. A Associação Acadêmica disponibiliza um telão eletrônico para a transmissão dos jogos da Copa e, como esta cidade portuguesa é uma colônia brasileira com certeza, há uma aglomeração verde-amarela, com direito a samba, churrasco e cerveja nas batalhas que disputa a Canarinho em terras africanas. Aí, sim, pode-se sentir um pouco do gosto de Copa do Mundo. Até com um sabor interessante, pois os rivais aqui ficam mais próximos. Europeus de todas as estirpes atendem aos jogos, bem como alguns adversários africanos. Na última partida, tivemos marfinenses presentes ao evento, o que não deixa de ser interessante. E, graças ao milagre da internet, tive o prazer (?) de assistir aos primeiros tempos dos jogos do Brasil com a narração de Galvão, antes de seguir para os segundos tempos na Associação.
Agora, não sejamos injustos, à medida que foram saindo os "golos" portugueses contra a Coréia do Norte, os patrícios foram ganhando coragem e já se empolgam diante da ausência de Kaká e crêem num triunfo certo perante nós. Pena; teremos que estragar o clima de Copa que está a surgir nesta nação. Sexta feira, saberemos do mar salgado, quanto do seu sal serão lágrimas de Portugal.

3 comentários:
Essa estimável vida de Erasmus têm suas pedras... Copa do Mundo definitivamente é uma delas! Passar pela Copa sem poder assistir aos jogos ou tendo uma semana de provas vindo por aí... Certo, mas será legal sexta... Se não for, AI MEU DEUS!!!:D
Luciana Onofre
"...com o ar que carrega o odor da grama, com os relógios cujos minutos não passam, com o seu coração que faz tique-taque em perfeita sincronia com milhões de outros assim que abre a transmissão"
Você não pode falar de Galvão!!!
Adorei as fotos... mas realmente deve ser diferente daqui... tive o azar de estar de permanência na terça da estreia no CISAM (graças a Dr. Stefan)...
=(
quando voltei pra casa, no meio do segundo tempo, com uma chuva que, não sei se você viu, quase acabou com Pernambuco, a rua estava deserta... todos vendo o jogo... Recife parecia uma cidade fantasma... só escutávamos as tvs ligadas e o povo vibrando com a copa...
saudades, Andrezinhooo
vc faz falta!
Bjs
p.s: adorei o blog!
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